Análises de política internacional, geopolítica e diplomacia brasileira

Análise da flexibilização tática das sanções dos EUA sobre o petróleo russo em 2026 e os impactos da crise no Estreito de Ormuz na estabilidade global.

A ascensão de Mojtaba Khamenei após a morte de seu pai sinaliza mudança de regime ou continuidade? Uma análise sobre as regras de autoridade no Irã pós-ataque. A morte de Ali Khamenei e a posterior escolha de Mojtaba Khamenei para o posto de Líder Supremo recolocaram no centro do debate uma questão clássica da Ciência Política e das Relações Internacionais: afinal, a eliminação do principal dirigente de um sistema político equivale, por si só, à mudança de regime? A resposta, à luz da...

Análise da crise no Estreito de Ormuz sob a teoria da interdependência armada. Entenda os impactos da alta do petróleo e do diesel na economia e agro do Brasil. O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Em seu ponto mais estreito, mede cerca de 21 milhas, enquanto as faixas de navegação em cada sentido têm aproximadamente 2 milhas. Em 2025, por ali transitaram, em média, 20 milhões de barris por dia de petróleo e derivados, além de parcela crucial do...

Este artigo analisa o megaporto de Chancay como um "choke point" logístico e epicentro da competição sino-americana na América Latina. Utilizando o Realismo da Autonomia Periférica (RAP), examina-se como o Peru busca converter o investimento chinês em autonomia prática diante da securitização norte-americana. Aborda as disputas jurídicas de 2026 sobre a supervisão do Ositrán e propõe oito eixos estratégicos para que o Estado recupere sua capacidade de governar infraestruturas críticas.

Este artigo examina a retórica civilizacional de Marco Rubio na Munich Security Conference (MSC) 2026, interpretando-a como uma tentativa de reabilitação do horizonte imperial ocidental. Através das lentes do Realismo da Autonomia Periférica (RAP), da teoria crítica de Robert Cox e da decolonialidade de Quijano e Mignolo, Maurício Kenyatta analisa como a "re-ocidentalização" da ordem global visa comprimir as margens de manobra dos países periféricos, transformando o Sul Global em mero espaço de

O texto analisa a reforma trabalhista argentina à luz do Realismo da Autonomia Periférica, argumentando que competitividade baseada na precarização do trabalho reduz viabilidade nacional, permissibilidade internacional e autonomia técnico-produtiva. A partir da economia política do desenvolvimento e da integração regional, o artigo sustenta que direitos trabalhistas são infraestrutura de capacidade estatal e produtiva, e que o atalho do dumping social empobrece países periféricos no médio e long

O artigo analisa o halftime show de Bad Bunny no Super Bowl como fenômeno de geopolítica cultural, onde moda, estética e identidade operam como instrumentos de poder. A partir do Realismo da Autonomia Periférica, o texto discute pertencimento, colonialidade, diplomacia cultural e os limites da autonomia estética em estruturas globais de valor, mostrando como o espetáculo revela disputas simbólicas da ordem internacional contemporânea.

A disputa EUA–China expõe como a hegemonia opera por coerção econômica e minilateralismo, testando a autonomia até mesmo de aliados centrais como Canadá e Reino Unido.

O texto analisa a proposta do Conselho da Paz para Gaza à luz do Realismo da Autonomia Periférica, avaliando seus impactos sobre a autonomia diplomática do Brasil. A partir de uma leitura crítica da arquitetura institucional do conselho, o artigo discute riscos de captura política, erosão do multilateralismo, coerção econômica indireta e desafios ao direito internacional humanitário, oferecendo recomendações coerentes com a tradição diplomática brasileira.

Este artigo analisa a crise do Irã em 2025–2026 sob a perspectiva do Realismo da Autonomia Periférica. A partir dos eixos de viabilidade nacional, permissibilidade internacional e autonomia técnico-empresarial, o texto examina como repressão interna, sanções, dependência energética e alianças assimétricas afetam a autonomia estratégica iraniana. O estudo apresenta cenários prospectivos e discute os limites da sobrevivência estatal sem autonomia efetiva.

Análise aprofundada do ataque dos Estados Unidos à Venezuela à luz do Realismo e do Realismo da Autonomia Periférica. O texto examina coerção hegemônica, petróleo, permissibilidade internacional, direito internacional humanitário e as lições estratégicas para Estados periféricos diante de intervenções assimétricas no sistema internacional contemporâneo.

O artigo analisa a Política Nacional de Fronteiras (PNFron), instituída pelo Decreto nº 12.038/2024, à luz do Realismo da Autonomia Periférica. A partir dos eixos de viabilidade nacional, permissibilidade internacional e autonomia técnico-empresarial, discute-se em que medida a política contribui para ampliar a autonomia brasileira ou se limita à gestão securitária das fronteiras.

Este artigo propõe o conceito de Realismo da Autonomia Periférica para repensar o poder e a política externa do Brasil a partir do Sul Global. Dialogando com Ayoob, Escudé, Jaguaribe, Furtado e o realismo clássico, o texto redefine o objetivo racional de potências médias periféricas: ampliar autonomia, reduzir vulnerabilidades internas e externas, fortalecer capacidade estatal e atuar nas normas e instituições globais como forma de desenvolvimento e influência.

Este artigo analisa a COP30 em Belém a partir da ordem multiplex, das críticas do Antropoceno, do projeto Planet Politics e das perspectivas indígenas sobre território, soberania e clima. O texto examina avanços em finanças, adaptação e florestas, as ausências estruturais sobre combustíveis fósseis e os limites da inclusão indígena, discutindo os desafios do regime climático no século XXI.
A sociedade brasileira é marcada por extrema desigualdade, figurando entre as nações com os maiores contrastes nas condições de vida de sua população. Nesse contexto, o livro A Loteria do Nascimento: Filha do Porteiro Termina Universidade, mas Não Alcança Filho do Rico (2025), dos pesquisadores Michael França e Fillipi Nascimento, surge como uma contribuição provocadora ao debate sobre meritocracia, raça, classe e oportunidades.

Análise crítica da Operação Contenção no Rio de Janeiro através das lentes teóricas de Mbembe, Fanon e Krishna. Explora a necropolítica, racialização e militarização da segurança pública brasileira.

Análise comparativa das políticas de segurança e defesa fronteiriça no contexto internacional contemporâneo. Este estudo examina diferentes abordagens estratégicas, desafios comuns e soluções inovadoras para a proteção de fronteiras nacionais.

Criada em 1945, a Organização das Nações Unidas é o principal fórum global para cooperação entre países. Com 193 Estados-membros, atua na manutenção da paz, promoção dos direitos humanos e desenvolvimento sustentável. Este artigo analisa os propósitos e a estrutura da ONU, seus avanços e limitações, e discute seu papel diante dos desafios contemporâneos. Para o Brasil, a ONU é tanto um espaço de projeção internacional quanto uma parceira essencial em políticas sociais e ambientais.

A soberania no século XXI não desaparece: transforma-se. Este ensaio analisa como o Brasil e o Sul Global podem navegar a transição para uma ordem internacional multiplex, marcada por múltiplos centros de poder e coalizões flexíveis. A partir de Walker e Acharya, o texto examina a soberania como capacidade relacional, o papel das estratégias de hedging e o regionalismo inteligente. Para o Brasil, trata-se de equilibrar autonomia, desenvolvimento e liderança em uma ordem global plural e policéntr

A abertura da 80ª Assembleia-Geral da ONU trouxe um gesto inesperado: Donald Trump elogiou Lula e sinalizou reunião bilateral. Esse movimento cria novas oportunidades e riscos para o Brasil. O Briefing Lula na ONU analisa como o país pode aplicar hedging, issue-linkage e ordem multiplex para navegar esse cenário complexo sem perder autonomia estratégica. Entenda como calibrar ambição, proteger soberania e fortalecer a posição do Brasil no sistema internacional.

A abertura da 80ª Assembleia-Geral da ONU expôs o dilema estratégico do Brasil: enquanto Lula defende soberania e multilateralismo, Trump oferece abertura pessoal para aliviar tensões comerciais. A análise mostra as oportunidades de curto prazo, como a valorização do real e o diálogo econômico, e os riscos elevados de erosão da autonomia política e diplomática do Brasil diante de pressões norte-americanas.

PEC da Blindagem: retrocesso democrático e riscos para a accountability no Brasil

Aprovada em setembro de 2025, a Declaração de Nova Iorque sinaliza um novo consenso global sobre a solução de dois Estados, marginaliza o Hamas e pressiona Israel a aceitar compromissos diplomáticos. O texto analisa os impactos geopolíticos, o papel da Autoridade Palestina, a estratégia de países como Brasil, China, França e Arábia Saudita, além das implicações para a paz no Oriente Médio. Entenda como a ONU volta ao centro do jogo internacional.

Este artigo mostra como a integração interagências e a inteligência estratégica são fundamentais para garantir uma Amazônia segura. Ao unir segurança pública, defesa, meio ambiente e comunidades locais, o Brasil pode combater o crime organizado transnacional e proteger direitos humanos. Experiências internacionais e propostas concretas revelam que só com cooperação e interoperabilidade será possível transformar a Amazônia em espaço de soberania e justiça social.

Este artigo analisa os movimentos erráticos da política externa dos EUA sob Donald Trump, marcada por militarização na América Latina, tensões comerciais com aliados e erosão da confiança internacional.

Este artigo analisa como a cooperação internacional e soberania podem se reforçar em Estados periféricos com apoio de organizações internacionais como OMC e OMS.

Este artigo examina o conceito de soberania desde suas raízes clássicas até os desafios contemporâneos. A partir de pensadores como Bodin, Hobbes, Locke e Rousseau, analisa suas dimensões internas, externas, formais e substanciais.

O novo artigo de Maurício Kenyatta analisa como o Brasil reagiu às tarifas impostas pelo governo Trump com uma postura diplomática estratégica, firme e racional.

As tarifas impostas por Trump ao Brasil em 2025 revelam uma ofensiva política disfarçada de medida econômica. Neste artigo, Maurício Kenyatta analisa como a medida ameaça a autonomia brasileira.

A diplomacia fronteiriça é uma ferramenta poderosa para transformar regiões de conflito em espaços de convivência e cooperação. Neste artigo, Maurício Kenyatta analisa como atores locais, instituições culturais e gestão de recursos naturais contribuem para a paz em fronteiras complexas.

Além da polarização da mídia, o conflito Israel-Palestina é mantido por narrativas de poder. Este artigo analisa como as elites políticas instrumentalizam a história e a educação para a guerra.