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Porto de Chancay: Geopolítica, Autonomia Periférica e Disputa Sino-Americana
Este artigo analisa o megaporto de Chancay como um "choke point" logístico e epicentro da competição sino-americana na América Latina. Utilizando o Realismo da Autonomia Periférica (RAP), examina-se como o Peru busca converter o investimento chinês em autonomia prática diante da securitização norte-americana. Aborda as disputas jurídicas de 2026 sobre a supervisão do Ositrán e propõe oito eixos estratégicos para que o Estado recupere sua capacidade de governar infraestruturas
Maurício Kenyatta
2 de mar.9 min de leitura


A Retórica do Retorno Imperial na MSC 2026
Este artigo examina a retórica civilizacional de Marco Rubio na Munich Security Conference (MSC) 2026, interpretando-a como uma tentativa de reabilitação do horizonte imperial ocidental. Através das lentes do Realismo da Autonomia Periférica (RAP), da teoria crítica de Robert Cox e da decolonialidade de Quijano e Mignolo, Maurício Kenyatta analisa como a "re-ocidentalização" da ordem global visa comprimir as margens de manobra dos países periféricos, transformando o Sul Globa
Maurício Kenyatta
26 de fev.13 min de leitura


Competitividade sem Direitos é Autonomia de Papel: o Atalho que Empobrece a Integração Regional
O texto analisa a reforma trabalhista argentina à luz do Realismo da Autonomia Periférica, argumentando que competitividade baseada na precarização do trabalho reduz viabilidade nacional, permissibilidade internacional e autonomia técnico-produtiva. A partir da economia política do desenvolvimento e da integração regional, o artigo sustenta que direitos trabalhistas são infraestrutura de capacidade estatal e produtiva, e que o atalho do dumping social empobrece países perifér
Maurício Kenyatta
15 de fev.3 min de leitura


Quando a Moda Vira Geopolítica: Bad Bunny no Super Bowl e a Autonomia como Estética
O artigo analisa o halftime show de Bad Bunny no Super Bowl como fenômeno de geopolítica cultural, onde moda, estética e identidade operam como instrumentos de poder. A partir do Realismo da Autonomia Periférica, o texto discute pertencimento, colonialidade, diplomacia cultural e os limites da autonomia estética em estruturas globais de valor, mostrando como o espetáculo revela disputas simbólicas da ordem internacional contemporânea.
Maurício Kenyatta
10 de fev.4 min de leitura


Hegemonia e Minilateralismo Transacional: EUA, China e o Teste de Autonomia de Canadá e Reino Unido
A disputa EUA–China expõe como a hegemonia opera por coerção econômica e minilateralismo, testando a autonomia até mesmo de aliados centrais como Canadá e Reino Unido.
Maurício Kenyatta
4 de fev.4 min de leitura


Conselho da Paz para Gaza: Autonomia do Brasil sob Pressão Hegemônica
O texto analisa a proposta do Conselho da Paz para Gaza à luz do Realismo da Autonomia Periférica, avaliando seus impactos sobre a autonomia diplomática do Brasil. A partir de uma leitura crítica da arquitetura institucional do conselho, o artigo discute riscos de captura política, erosão do multilateralismo, coerção econômica indireta e desafios ao direito internacional humanitário, oferecendo recomendações coerentes com a tradição diplomática brasileira.
Maurício Kenyatta
23 de jan.3 min de leitura


A crise do Irã em 2025–2026 sob o Realismo da Autonomia Periférica
Este artigo analisa a crise do Irã em 2025–2026 sob a perspectiva do Realismo da Autonomia Periférica. A partir dos eixos de viabilidade nacional, permissibilidade internacional e autonomia técnico-empresarial, o texto examina como repressão interna, sanções, dependência energética e alianças assimétricas afetam a autonomia estratégica iraniana. O estudo apresenta cenários prospectivos e discute os limites da sobrevivência estatal sem autonomia efetiva.
Maurício Kenyatta
19 de jan.17 min de leitura


Ataque dos EUA à Venezuela: hegemonia, petróleo e autonomia periférica sob a ótica do Realismo
Análise aprofundada do ataque dos Estados Unidos à Venezuela à luz do Realismo e do Realismo da Autonomia Periférica. O texto examina coerção hegemônica, petróleo, permissibilidade internacional, direito internacional humanitário e as lições estratégicas para Estados periféricos diante de intervenções assimétricas no sistema internacional contemporâneo.
Maurício Kenyatta
3 de jan.11 min de leitura


A Política Nacional de Fronteiras à luz do Realismo da Autonomia Periférica
O artigo analisa a Política Nacional de Fronteiras (PNFron), instituída pelo Decreto nº 12.038/2024, à luz do Realismo da Autonomia Periférica. A partir dos eixos de viabilidade nacional, permissibilidade internacional e autonomia técnico-empresarial, discute-se em que medida a política contribui para ampliar a autonomia brasileira ou se limita à gestão securitária das fronteiras.
Maurício Kenyatta
16 de dez. de 202511 min de leitura


Realismo da Autonomia Periférica: Repensando o Poder do Brasil a partir do Sul Global
Este artigo propõe o conceito de Realismo da Autonomia Periférica para repensar o poder e a política externa do Brasil a partir do Sul Global. Dialogando com Ayoob, Escudé, Jaguaribe, Furtado e o realismo clássico, o texto redefine o objetivo racional de potências médias periféricas: ampliar autonomia, reduzir vulnerabilidades internas e externas, fortalecer capacidade estatal e atuar nas normas e instituições globais como forma de desenvolvimento e influência.
Maurício Kenyatta
10 de dez. de 20257 min de leitura


COP30, Antropoceno e Ordem Multiplex: entre o colapso climático e a política planetária
Este artigo analisa a COP30 em Belém a partir da ordem multiplex, das críticas do Antropoceno, do projeto Planet Politics e das perspectivas indígenas sobre território, soberania e clima. O texto examina avanços em finanças, adaptação e florestas, as ausências estruturais sobre combustíveis fósseis e os limites da inclusão indígena, discutindo os desafios do regime climático no século XXI.
Maurício Kenyatta
5 de dez. de 202512 min de leitura
Resenha Crítica: A Loteria do Nascimento de Michael França e Fillipi Nascimento
A sociedade brasileira é marcada por extrema desigualdade, figurando entre as nações com os maiores contrastes nas condições de vida de sua população. Nesse contexto, o livro A Loteria do Nascimento: Filha do Porteiro Termina Universidade, mas Não Alcança Filho do Rico (2025), dos pesquisadores Michael França e Fillipi Nascimento, surge como uma contribuição provocadora ao debate sobre meritocracia, raça, classe e oportunidades.
Maurício Kenyatta
10 de nov. de 20259 min de leitura


Operação Contenção: Necropolítica, Racialização e a Militarização da Segurança Pública no Brasil
Análise crítica da Operação Contenção no Rio de Janeiro através das lentes teóricas de Mbembe, Fanon e Krishna. Explora a necropolítica, racialização e militarização da segurança pública brasileira.
Maurício Kenyatta
3 de nov. de 20253 min de leitura


Políticas de Segurança e Defesa das Fronteiras: Uma Análise Comparada
Análise comparativa das políticas de segurança e defesa fronteiriça no contexto internacional contemporâneo. Este estudo examina diferentes abordagens estratégicas, desafios comuns e soluções inovadoras para a proteção de fronteiras nacionais.
Maurício Kenyatta
27 de out. de 20252 min de leitura


Organização das Nações Unidas: Propósitos, Estrutura e Desafios no Século XXI
Criada em 1945, a Organização das Nações Unidas é o principal fórum global para cooperação entre países. Com 193 Estados-membros, atua na manutenção da paz, promoção dos direitos humanos e desenvolvimento sustentável. Este artigo analisa os propósitos e a estrutura da ONU, seus avanços e limitações, e discute seu papel diante dos desafios contemporâneos. Para o Brasil, a ONU é tanto um espaço de projeção internacional quanto uma parceira essencial em políticas sociais e ambie
Maurício Kenyatta
6 de out. de 202511 min de leitura


Soberania e Ordem Internacional no Século XXI: Brasil, Sul Global e a Transição para uma Ordem Multiplex
A soberania no século XXI não desaparece: transforma-se. Este ensaio analisa como o Brasil e o Sul Global podem navegar a transição para uma ordem internacional multiplex, marcada por múltiplos centros de poder e coalizões flexíveis. A partir de Walker e Acharya, o texto examina a soberania como capacidade relacional, o papel das estratégias de hedging e o regionalismo inteligente. Para o Brasil, trata-se de equilibrar autonomia, desenvolvimento e liderança em uma ordem globa
Maurício Kenyatta
1 de out. de 202512 min de leitura


Briefing Lula na ONU: Estratégias e Desafios para a Política Externa do Brasil
A abertura da 80ª Assembleia-Geral da ONU trouxe um gesto inesperado: Donald Trump elogiou Lula e sinalizou reunião bilateral. Esse movimento cria novas oportunidades e riscos para o Brasil. O Briefing Lula na ONU analisa como o país pode aplicar hedging, issue-linkage e ordem multiplex para navegar esse cenário complexo sem perder autonomia estratégica. Entenda como calibrar ambição, proteger soberania e fortalecer a posição do Brasil no sistema internacional.
Maurício Kenyatta
26 de set. de 202514 min de leitura


O dilema do Brasil pós-Assembleia da ONU: soberania, riscos e oportunidades diplomáticas
A abertura da 80ª Assembleia-Geral da ONU expôs o dilema estratégico do Brasil: enquanto Lula defende soberania e multilateralismo, Trump oferece abertura pessoal para aliviar tensões comerciais. A análise mostra as oportunidades de curto prazo, como a valorização do real e o diálogo econômico, e os riscos elevados de erosão da autonomia política e diplomática do Brasil diante de pressões norte-americanas.
Maurício Kenyatta
25 de set. de 20253 min de leitura


PEC da Blindagem: retrocesso democrático e riscos para a accountability no Brasil
PEC da Blindagem: retrocesso democrático e riscos para a accountability no Brasil
Maurício Kenyatta
23 de set. de 20255 min de leitura


O que a “Declaração de Nova Iorque” realmente muda: poder, direito e o novo custo do isolamento
Aprovada em setembro de 2025, a Declaração de Nova Iorque sinaliza um novo consenso global sobre a solução de dois Estados, marginaliza o Hamas e pressiona Israel a aceitar compromissos diplomáticos. O texto analisa os impactos geopolíticos, o papel da Autoridade Palestina, a estratégia de países como Brasil, China, França e Arábia Saudita, além das implicações para a paz no Oriente Médio. Entenda como a ONU volta ao centro do jogo internacional.
Maurício Kenyatta
16 de set. de 20254 min de leitura
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